azulejos que se abrem ao horizonte

O traçar de Teresa Cortez assinala, em evidência, o seu uso como forma de expressão. Joga com o claro e o escuro, as camadas sobrepostas e justapostas que se determinam e elevam, em cada obra, na sua totalidade, revelando cor. Tal como a oriente a sua base pictural vive da essência da matéria, com a tinta no papel, na tela, ou na cerâmica, a discorrer do seu pensamento. Com tinta espessa ou mais aguada a autora figura delineando, tingindo a diversidade da cor, da tonalidade, fazendo sobressair cada nuance, cada cor.

Com efeito, a autora, para dar forma a uma peça cerâmica define, em primeiro lugar, no suporte de papel o seu desígnio. O fundamento desenhado a lápis de cor, aguarela, ou noutra pigmentação, é aqui ponderado. Dá-se a conhecer e é, posteriormente, transposto, recriado, para a terracota, para uma placa cerâmica, para um objecto escultórico ou para uma jarra. É, nesta fase criativa, que é esclarecida a sua, maior ou menor, componente táctil e a sua intensidade cromática. As formas podem ganhar volume, alto ou baixo-relevo ou simplesmente serem pintadas para, seguidamente conhecerem a cozedura na mufla, a mais de 1000 graus centígrados. Uma peça bidimensional ou nas suas três dimensões obtêm aqui a sua pele, o seu tecido cerâmico mais ou menos vidrado. O deflagrar do calor mais enérgico incita a uma explosão cromática, que dilata o seu valor expressivo de forma ilimitada.

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© 2020 - 2021, Teresa Cortez